segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Influenza A e a Mídia

A Influenza A (H1N1), comumente conhecida por gripe suína, ganha força entre os 76 países oficialmente confirmados com a contaminação do vírus. Porém, a doença que já subiu para o alerta máximo de pandemia, nível 6, parece ter perdido força no destaque da mídia. Quando surgiram os primeiros registros da doença, no México, e em menos de 24 horas nos Estados Unidos, no final de março deste ano, outro assunto não era mais comentado na TV, nas rádios, em sites da internet, entre outros meios de comunicação, do que o vírus da gripe transmitido de porcos para humanos. Até mesmo a crise econômica perdeu espaço para a crise gripal.

Hoje, sendo declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a primeira pandemia em mais de 40 anos, e em grau mais elevado, vemos as notícias sobre a Influenza A serem passadas no segundo bloco dos telejornais ou, mesmo, serem postos nas segundas páginas dos cadernos dos jornais, sem ao menos receberem uma prestigiosa manchete de capa.

Deve-se, então, supervalorizar a pandemia e fuzilar o povo com as notícias sobre a gripe, deixando de lado os outros fatos e acontecimentos do cotidiano? Obviamente que não. Contudo, não esqueçamos que assim como diversos países, entre eles o Brasil, encontram-se em estado de alerta, nível máximo, por conta do vírus que já deixou quase 36.000 doentes e 163 mortos (de acordo com último balanço nesta segunda-feira, 15), as pessoas também precisam ser informadas sobre a doença de maneira prioritária. Reforçar os conhecimentos sobre o tipo gripal fará, inclusive, com que novos casos sejam evitados, se tivermos ao nosso lado os meios de comunicação funcionando como porta-vozes para a prevenção.

Afinal de contas, conhecimento nunca foi e tão pouco será demais para quem quer que seja e seguro, meu amigo, morreu de velho e não de gripe suína.
Enfim, o que é a Influenza A?
Influenza A(H1N1) é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus da gripe tipo A (capaz de levar a óbito) que, inicialmente, havia sido transmitida ao ser humano através de porcos. Com as mutações sofridas, o vírus passou a ser transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e secreções respiratórias de pessoas infectadas. No entanto, a ingestão da carne de porco e produtos derivados não resulta em contágio.

Comparação e Crítica das Midias
Professora Katiuscia Fogaça
Gustavo Henrique Dal Pai
2º Periodo de Publicidade e Propaganda

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