A essa altura da conjuntura, com a atmosfera inteiramente sufocada pelas dinâmicas simultaneamente autônomas e interdependentes, de um lado da luta pela moralização das instituições, e, de outro, das disputas partidárias que visam as eleições de 2010, falar em reforma política parece muito mais um exercício de autismo político do que propriamente uma contribuição oportuna.
De fato, se em condições normais já é praticamente impossível qualquer avanço nessa agenda, diante do quadro atual – de déficits cada vez mais crescentes da velha e boa ética da responsabilidade –, pensar de modo consequente as dimensões e prioridades de uma reforma política parece tarefa mais do que inglória: inoportuna mesmo.
Principalmente porque, a rigor, não me parece haver nada no contexto atual de “crise” que se possa relacionar construtivamente à pauta da reforma, ou que, dito de outro modo, pudesse ser evitado, ou minorado, fossem nossas instituições – sistema eleitoral, regras de financiamento de campanhas, mecanismos de fidelidade partidária, etc. – muito diferentes do que hoje são. De modo algum.
Continua...
Encontrei esse site com varias materias boas sobre a reforma política, vou deixar o link ai pra quem quiser ver a continuação desta materia e outras que tem la. Recomendo para quem ainda não entendeu essa historia de reforma eleitoral.
http://www.reformapolitica.org.br
2º Periodo P.P.

Nenhum comentário:
Postar um comentário