Trabalhar com comunicação no caso de uma epidemia geradora de caos é complicado. Ainda mais durante a epidemia do vírus H1N1.
Nunca a informação correu tão rapidamente, e nunca entrou em tantos colapsos. Uma informação divulgada já estava ultrapassada, tudo isso graças à internet.
Se eu fosse elaborar uma campanha de prevenção ao H1N1 procuraria trabalhar com uma centralização de informações. A primeira providência a ser tomada seria organizar uma equipe com jornalistas, publicitários, médicos, webdesigners, arte-finalistas e técnicos de TV e rádio em uma grande redação. Pelo tamanho do Brasil e da epidemia, muitíssimas pessoas trabalhando em conjunto.
O objetivo seria ter um órgão do governo que centralizasse as informações. Sem descartar as demais, mas garantindo a melhor apuração e transparência. Com um portal na internet cuidadosamente preparado para ser o carro chefe na comunicação sobre o Influenza A. O centro se chamaria Central de Informações sobre a Gripe A, podendo ser utilizado a sigla “CIGA” ou algo parecido.
Uma página inicial limpa e objetiva, um lugar aonde o internauta não fique perdido e possa tirar todas as suas dúvidas, inclusive as que não estiverem postadas lá, através de formulários de contato, fóruns, etc. Aproveitando o fenômeno Twitter, o microblog ajudaria muito, pois divulgaria em primeira mão os últimos boletins e atualizações no portal.
Como nem todos os brasileiros têm acesso á internet, a Voz do Brasil dedicada diariamente a tratar do assunto, dando informações oficiais seria fundamental. Em pontos estratégicos do país seriam montados postos para recolhimento de dados e envio, via internet à central de comunicação da gripe A, em São Paulo. A escolha da capital paulista se deve ao fato de estar em uma das áreas de maior contágio pelo vírus.
Agentes de saúde, que cuidam da prevenção da Dengue, iriam trabalhar diretamente com a população, usando logicamente o material de proteção, iriam de casa em casa orientar, principalmente os moradores de comunidades carentes sobre a nova doença, além de entregar material gráfico explicativo, que mostrasse inclusive que existe uma fonte oficial de informações. Esses agentes seriam previamente treinados, dentro da própria secretaria de saúde por um curso via satélite transmitido da Central.
Na televisão, um boletim diário de no máximo 5 minutos em rede nacional informaria a população sobre prevenção, estatísticas de contágio, etc. No Orkut seria criada uma comunidade da Central de Informações para tratar do assunto, usando sempre narrativas compatíveis com a mídia. Na comunidade a equipe responderia aos questionamentos dos usuários. Para facilitar a comunicação, pode ser solicitado junto às operadoras de telefonia móvel, um serviço para envio de mensagens SMS, com informações da doença, mediante cadastro.
Visando manter a população bem informada, com dados precisos sobre a Gripe A, levando em consideração todas as particularidades e narrativas de cada meio que fosse usado, para atingir a maioria da população Brasileira, com profissionais convocados, assim como na Seleção Brasileira de Futebol para atuar na Central de Informações sobre a Gripe A.

Chega de gripe suína ._.
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