Já se passou um tempinho desde o surgimento das últimas denúncias contra a Igreja Universal do Reino de Deus por parte da Rede Globo, acompanhei as reportagens e acabei demorando a escrever sobre o assunto, mas encontrei aqui a oportunidade perfeita para produzir a respeito da polêmica.
Me lembro do dia em que assisti a primeira reportagem da série Globo/Marinho X IURD/Record/Edir Macedo, uma coisa a princípio de conversa é certa: São dois gigantes. Dois gigantes que vendem a mesma coisa aos anunciantes: A atenção dos telespectadores.
Há aproximadamente 20 anos, quando o Bispo Edir Macedo comprou do Silvio Santos e da família Machado (não tinham nada a ver com os Marinho) a então TV Record, a Rede Globo não imaginava que estava nascendo ali uma grande concorrente. Naquele ano de 1989 e durante a década de 90 as atenções globais estavam voltadas para um outro inimigo que ultimamente não tem incomodado: O SBT.
A Record foi crescendo durante a década de 90, se consolidou como rede, adquiriu uma sede nova, em 1995 a emissora se mudou para as modernas instalações na Barra Funda, que foram construídas para abrigar a TV Jovem Pan, esta que não foi para frente por questões Judiciais.
E assim a emissora de Edir Macedo foi crescendo e se colocando cada vez mais perto do império dos Marinho. Até no Slogan antigo ficava claro a meta: "Record, a caminho da liderança".
Antes da consolidação da vice-liderança da Record, dois episódios tiveram grande repercussão: Um pastor da IURD chutando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e um vídeo divulgado pela Rede Globo aonde Edir Macedo aparece ensinando pastores a "pegar dinheiro dos fiéis". Mas isso não vem ao caso, até porque não é meu objetivo julgar ninguém, a Rede Globo também têm alguns episódios semelhantes, como por exemplo a manipulação do debate eleitoral entre Collor e o Lula, em 1989, que prejudicou o candidato petista.
Mas vamos ao que interessa: a recente briga entre as duas emissoras, em rede nacional, em horário nobre. Os fãs de boxe tiveram a chance de acompanhar luta semelhante pelos jornais da Globo e Record, a tela ficou quente! A Globo denunciando enriquecimento ilícito de Edir Macedo e a Record rebatendo.
Ficou claro a preocupação especial ao assunto, pouquíssimas matérias tem mais que 10 minutos no Jornal Nacional, nessas reportagens com as denúncias os nomes "Record, Rede Record, TV Record" foram repetidos muitas vezes, quase mais do que o nome do Bispo.
O que eu tirei de convicção nessa história foi que ta difícil encontrar credibilidade nos maiores gigantes televisivos brasileiros. Graças a Deus existem muitas exceções, mas esse episódio veio provar que o "infalível" jornalismo Global e o jornalismo "de Primeira" da Record estão comprometidos com parte comercial de cada um dos lados. Existe uma grande ansiedade para alfinetar o outro lado, sendo que para isso são convocados os melhores jornalistas da casa, é escrita a matéria com melhor acabamento possível, toda essa preocupação não com a verdade neutra, mas com o posicionamento da empresa, o que não deveria acontecer dentro do jornalismo. Não estou falando que as emissoras estão dizendo mentiras. Não, o que quero dizer é que o compromisso com a imparcialidade ficou completamente de fora nessa história toda e, como várias pessoas já disseram, os telespectadores que acabam por sair prejudicados.
Acadêmico Rodrigo Toledo Carvalho
2º Período – Publicidade Propaganda
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
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O pior é que não existe um correto nessa historia toda, todo mundo tem rabo preso.
ResponderExcluirRicardo Bilibio Marchiotti
2 Periodo P.P.